sábado, 7 de fevereiro de 2009

Espiritismo e burocracia


Assim como a maioria dos humanos, tenho muitas daquelas dúvidas: por que estamos aqui? De onde viemos? Existe vida em outros planetas? Também como grande parte dos seres aqui residentes, procuro acreditar em alguma coisa, algo que passe por uma resposta, mesmo que seja só pra cabeça não entrar em transe. Foi então que escolhi o espiritismo. Para quem não sabe, essa doutrina prega a reencarnação, ou seja, depois que morremos nosso espírito volta em outro corpo para continuar a evoluir até chegar ao grau máximo. A religião espírita afirma ainda que existe vida em outros planetas, lugares às vezes mais ou menos evoluídos que o nosso. Bom, aí eu suponho que nesses outros corpos celestes também deva existir um gerente, algo como o nosso Jesus daqui. Seguindo o racíocínio, Deus é o presidente e comanda vários desses gerentes espalhados pela galáxia. Mas é aí que mora minha maior dúvida. Imaginemos que um astronauta está consertando a espacionave quando de repetente um pepino qualquer aconteça e o faz se perder no espaço. Depois de viajar milhões de kilômetros o cidadão morre e fica vagando na órbita. Pergunto eu: Como é o procedimento nesse caso? Ele responde aqui ou na comarca em que foi encontrado? Os pecados daqui contam lá? A Hebe pode ser julgada aqui?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Quem dá mais?


Estava eu assistindo televisão outro dia, e naquela incessante busca por algo que valha a pena, acabei inevitavelmente caindo em um canal de leilão. Já acho um saco esse tipo de programa, mas pior que achar um saco é descobrir que dentro de um saco existe algo que possa ser leiolado. É amigos e amigas frequentadores desse blog, tem gente leiloando sêmem. Porra, como alguém pode leiloar sêmem? Pior, como alguém pode comprar sêmem? Então, para entender um pouco sobre o assunto, resolvi acompanhar o programa. Aprendi que sêmem para ser leiloado precisa ter procedência. Aquele em questão provinha do famoso Touro Espada de Ouro que por sua vez era filho de Jimmy Boy, todos de uma família com excelentes procriadores. Dou-lhe uma daqui dou-lhe duas dali e o boi, coitado, não dá nenhuma. Falando nisso, quem é o cara que estimula o bezerro a fornecer o material em questão? E outra, cadê a igreja protestando contra prazer por prazer? Voltando ao programa, ao final daquele bloco, um comprador de Uberlândia arrematou o lote de sêmem em 16 parcelas por um preço absurdo. Utilizando o mesmo sistema de contagem, imagino que nossa juventude está mais do que nunca jogando dinheiro pelo ralo. Pra finalizar, gostaria de lembrar aos que se arriscam a dar um lance nesse leilão do cacete, que Edinho veio do sêmen de Pelé, Júnior do de Chitãozinho e Xororó (sim, são um só) e José Dirceu de alguém que a gente não sabe. Mas a verdade é que tem sêmem sendo leiloado. Dá pra engolir?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Goleira



É preciso reconhecer o bom trabalho que Marta e companhia vêm fazendo no futebol feminino. Na verdade, ultimamente o futebol de saias tem nos dado até mais alegrias que o escrete masculino, basta olhar os últimos resultados em olimpíadas e copas do mundo. Tudo bem, já elogiei, já mostrei os fatos, mas vamos logo ao assunto desse post: goleira.  As mulheres chutam forte, conseguem driblar, tabelinhas são até comuns, cabeçadas quem diria, elas vêm efetuando com sucesso. Mas experimenta soltar um pombo alto no meio do gol. Não dá outra, é juiz e bandeirinha correndo para o centro do campo na certa.  A verdade é que as benditas goleiras não pulam mais que uma gilette deitada. E outra, a bermuda é larga, a luva é grande. Não é machismo ou implicação, mas até o próprio nome "Goleira" não combina no feminino. É como se dar às mulheres o nome Ricarda, Rodriga ou já que estamos no "R" e o assunto é futebol, Richarlyson. Não combina. Gente, o assunto é futebol, é sério e alguém do esporte precisa fazer alguma coisa. Sei lá, colocar a Maurren Maggi lá que pula mais ou até o Taffarel. É, mas aí o Galvão iria querer narrar.

Bom Ar ?


Dessa vez estou aqui  pra falar do Bom Ar. Acredito que esse produto, assim como o creminhos sexuais vendidos no sex shop, foi uma excelente invenção na área da perfumaria. Afinal, ninguém gosta de sentir cheiro de merda, a não ser os que trabalham com exame de fezes.  A grande questão desse produto é que com o tempo, o "cheirinho de flores do campo" já virou sinônimo de merda. Você entra no banheiro da sua empresa e ao invés do antigo e tradicional cheiro de cocô, está lá o contemporâneo cheirinho de flores do campo. O que vem a cabeça no mesmo instante? Chocolate que não é! Não é nenhum saudosismo em relação ao primitivo cheiro da bosta. A questão é que a indústria da perfumaria poderia pensar em algo sem cheiro, que não nos fizesse lembrar da obra dos obreiros logo que entramos no banheiro. Já não existe desodorantes inodoros para os humanos? Então, é só pensar algo assim para a questão das cagadas também. Pelo menos para a população de Brasília seria uma ótima invenção.

domingo, 17 de agosto de 2008

Lá vem o negão.


Estou desconfiado que astrônomos e jornalistas em geral andam tirando uma com a minha cara. Possivelmente com a sua também, se é que você já não se deu conta. Vou explicar. Alguém pode me dizer quem prevê a porra do eclipse?  É brincadeira. Todas as vezes que um fenômeno desse acontece, vejo um jornalista, geralmente a Sandra Annerberg, dizendo: " E  quem tiver a oportunidade, é bom aproveitar para ver o fenômeno. Outro eclipse só daqui a 3 anos". O povo não perde tempo. Na hora do acontecimento é aquele alvoroço. O pessoal do escritório pára tudo e sai, cada um com seu raio-x velho na mão só para ver o negão. Diversão de pobre. Mas quem dera fosse esse o problema. O que acontece é que 5 meses depois, quem aparece? Ele, o desgraçado do eclipse. Não era 3 anos?  Por quê isso, Sandra? 

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Período Sabático


Para estrear o blog, resolvi falar do tal " Período Sabático ". Para quem não sabe, é um tempinho, em geral um ano, em que o cidadão tira para descansar e refletir. Uma fase só pra ele, sem trabalho, sem stress, sem preocupação (sim, isso inclui folga da patroa também). E aí, você não conhece esse tal Período Sabático, mas por outro nome? Ah, tenha santa paciência. O sujeito tira 12 meses para olhar pro céu, coçar o saco e ainda tem coragem de colocar um nome todo pomposo nisso? Pra mim, isso é vagabundice da mais fina qualidade. O bonitão viaja para as Ilhas Maurício, recebe massagens das mauricianenses, uvinha na boca, cócegas e mordidinhas bem de leve na pontinha dos dedos dos pés durante 365 dias e ainda denomina essa mamata de Período Sabático? Sabe muito o cara.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Ambos


Você já foi a algum aniversário de gente idosa? Quando digo idosa, é idosa de verdade, acima dos 90 anos. Salvo excessões, esse tipo de evento é como se fosse um velório de idoso. A única diferença entre o aniversário de uma pessoa de 90 anos e de um velório de uma pessoa de 90 anos é que no aniversário a pessoa não está deitada. Só. Seja no evento fúnebre ou na celebração de primaveras, os velhinhos ficam o tempo todo no mesmo lugar, geralmente se forma uma roda em volta deles e sempre tem alguém sentado ao lado. Se é mulher, filho, neto ou o cachorro, não importa, a reação nesse momento é sempre a mesma: indiferença. E tem mais. No aniversário você encontra todos os parentes. No velório também. No aniversário se conta piadas, deve ser no velório que elas são inventadas. Sem falar nas roupas. O terno para senhores idosos e o vestido estampado para senhoras idosas são os mesmos para ambas ocasiões. O único detalhe é que no aniversário, um punhado de flores e um véu não atrapalham a exibição da vestimenta.
Mas é preciso ser justo, diferenças também existem. No velório, quando a gente se despede do protagonista, você tem certeza que nunca mais o vai ver. No aniversário de 90 anos, quase. No velório, temos que carregar o corpo, no aniversário também. A questão é que no aniversário, duas pessoas são suficientes, enquanto num velório, seria impossível executar o serviço com as outras quatro alças desocupadas.
Apesar de tantas coincidências, começo a acreditar que um velório de gente idosa é mais interessante que um aniversário. No mínimo, mais etiqueta tem. Pense bem: no velório, quando o protagonista vai descansar o evento acaba e ponto. Ninguém fica bebendo e cantando até o sol raiar. Pessoalmente, acho isso uma sacanagem com gente de idade.